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TERTÚLIA 'PASSAGEM DAS HORAS' 27 de JUNHO 2011 -TAVIRA

por Casa Álvaro de Campos, em 28.06.11

Adriana Nogueira abordou o tema 'Literatura grega helenística' de um modo compreensivel e bem disposto. 

Desde Teocrito a Luciano, passou pelas histórias de Caligula ou Medeia e de Daphnis e Chloe. Vimos também exemplos do que se poderia dizer ser já poesia concreta como a conhecemos agora.

Uma noite bem passada porque 'a literatura traz sempre  o sonho e a aventura'.  

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publicado às 00:30

TERTÚLIA « A PASSAGEM DAS HORAS » - 27 JUNHO 2011

por Casa Álvaro de Campos, em 16.06.11

Casa Álvaro de Campos   Tavira                                                      Tertúlias A Passagem das Horas

 Adriana Nogueira convidada

 tema  Literatura grega helenística

 

http://senhorasocrates.blogspot.com/                                                  

http://www.facebook.com/anogueir

 

 

Segunda, 27 de Junho 2011

19h30m

Restaurante Mourão

StªLuzia-Tavira        

Inscrições: 10euros   

tel.93 666 7915

alvarodecampos09@gmail.com 

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publicado às 10:10

CARTAS ASTROLOGICAS

por Casa Álvaro de Campos, em 15.06.11

Novo lançamento de mais uma das multiplicidades de Pessoa. 

'Cartas Astrológicas' que FP quis dar ao heterónimo Raphael Baldaya, aqui exploradas por Paulo Cardoso com Jerónimo Pizarro. 

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publicado às 22:05

123º ANIVERSÁRIO DE FERNANDO PESSOA

por Casa Álvaro de Campos, em 13.06.11

Fernando Pessoa, 'Santo António'

 

Nasci exactamente no teu dia —
Treze de Junho, quente de alegria,
Citadino, bucólico e humano,
Onde até esses cravos de papel
Que têm uma bandeira em pé quebrado
Sabem rir…
Santo dia profano
Cuja luz sabe a mel
Sobre o chão de bom vinho derramado!

Santo António, és portanto
O meu santo,
Se bem que nunca me pegasses
Teu franciscano sentir,
Católico, apostólico e romano.

(Reflecti.
Os cravos de papel creio que são
Mais propriamente, aqui,
Do dia de S. João…
Mas não vou escangalhar o que escrevi.
Que tem um poeta com a precisão?)

Adiante… Ia eu dizendo, Santo António,
Que tu és o meu santo sem o ser.
Por isso o és a valer,
Que é essa a santidade boa,
A que fugiu deveras ao demónio.
És o santo das raparigas,
És o santo de Lisboa,
És o santo do povo.
Tens uma auréola de cantigas,
E então
Quanto ao teu coração —
Está sempre aberto lá o vinho novo.

Dizem que foste um pregador insigne,
Um austero, mas de alma ardente e ansiosa,
Etcetera…
Mas qual de nós vai tomar isso à letra?
Que de hoje em diante quem o diz se digne
Deixar de dizer isso ou qualquer outra cousa.

Qual santo! Olham a árvore a olho nu
E não a vêem, de olhar só os ramos
Chama-se a isto ser doutor
Ou investigador.

Qual Santo António! Tu és tu.
Tu és tu como nós te figuramos.

Valem mais que os sermões que deveras pregaste
As bilhas que talvez não consertaste.
Mais que a tua longínqua santidade
Que até já o diabo perdoou,
Mais que o que houvesse, se houve, de verdade
No que — aos peixes ou não — a tua voz pregou,
Vale este sol das gerações antigas
Que acorda em nós ainda as semelhanças
Com quando a vida era só vida e instinto,
As cantigas,
Os rapazes e as raparigas,
As danças
E o vinho tinto.

Nós somos todos quem nos faz a história.
Nós somos todos quem nos quer o povo.
O verdadeiro título de glória,
Que nada em nossa vida dá ou traz,
É haver sido tais quando aqui andámos,
Bons, justos, naturais em singeleza,
Que os descendentes dos que nós amámos
Nos promovem a outros, como faz
Com a imaginação que há na certeza,
O amante a quem ama,
E faz um velho amante sempre novo.
Assim o povo fez contigo
Nunca foi teu devoto; é teu amigo,
Ó eterno rapaz.

(Qual santo nem santeza!
Deita-te noutra cama!)
Santos, bem santos, nunca têm beleza.
Deus fez de ti um santo ou foi o Papa?...
Tira lá essa capa!
Deus fez-te santo? O Diabo, que é mais rico
Em fantasia, promoveu-te a manjerico.

És o que és para nós. O que tu foste
Em tua vida real, por mal ou bem,
Que coisas ou não-coisas se te devem
Com isso a estéril multidão arroste
Na nora de erros duns burros que puxam, quando escrevem,
Essa prolixa nulidade, a que se chama história
Quem foste tu ou foi alguém,
Só Deus o sabe, e mais ninguém.

És pois quem nós queremos, és tal qual
O teu retrato, como está aqui,
Neste bilhete postal.
E parece-me até que já te vi.

És este, e este és tu, e o povo é teu —
O povo que não sabe onde é o céu,
E nesta hora em que vai alta a lua
Num plácido e legítimo recorte,
Atira risos naturais à morte,
E, cheio de um prazer que mal é seu,
Em canteiros que andam enche a rua.

Sê sempre assim, nosso pagão encanto,
Sê sempre assim!
Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,
Esquece a doutrina e os sermões.
De mal, nem tu nem nós merecíamos tanto.

Foste Fernando de Bulhões,
Foste Frei António —
Isso sim.
Por que demónio
É que foram pregar contigo em santo?

9 - 6 - 1935 

In Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005

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publicado às 10:39

INSTITUTO DE ESTUDOS SOBRE O MODERNISMO

por Casa Álvaro de Campos, em 06.06.11

 http://www.jornadasiemo2011.blogspot.com/

 

 

As Jornadas IEMo2011 «Modernimos e Modernista», constituem no dizer de Teresa Rita Lopes - presidente do IEMo - um «abrir do laboratório». Investigadores e estudiosos de vários espólios darão a conhecer as suas investigações, apresentando inéditos de autores como Fernando Pessoa e Almada Negreiros.

 

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publicado às 15:14

GALERIA DE ARTE POPULAR

por Casa Álvaro de Campos, em 02.06.11

 

Pessoa na artes e etc.

 http://pt-pt.facebook.com/people/Artes-E-Etc/100001998378701

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publicado às 11:30


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